A Jornada tecnológica promovida pela ADETEC, discutiu a inovação tecnológica e o uso das legislações de incentivos fiscais
Na última quarta-feira, 1º de outubro, foi realizado a XIV Jornada Tecnológica que contou com dois eventos na programação o XII Fórum Londrina Tecnópolis e o XIII Prêmio Destaque Tecnológico Banco do Brasil. O evento foi promovido pela Associação do Desenvolvimento Tecnológico de Londrina e Região (ADETEC) e com seus parceiros institucionais. No período da tarde os participantes tiveram dois Workshops, as palestras eram voltadas à comunidade empresarial tecnológica, foram discutidos temas peculiares sobre a Inovação Tecnológica e estratégias para internacionalizar as MPE's.
Uma das palestras foi com o empresário Marcos Marques que faz assessoria às empresas interessadas em investir na inovação. Através da Rocha Marques onde atua junto a Associação Nacional de Pesquisa Desenvolvimento e Engenharia das Empresas Inovadoras (ANPEI), ele vem fazendo um trabalho de divulgar para os empresários os mecanismos de incentivos fiscais oferecidos pelo governo, como a Lei do Bem. Segundo Marques, mais de 1.600 pessoas de vários lugares do país já assistiram à palestra ‘Como utilizar a legislação de incentivo à inovação', que também foi apresentado nesta Jornada.
De acordo com o empresário, a Lei do Bem é um incentivo que o governo oferece às empresas que investem em inovação. As organizações ainda têm a possibilidade de fazer uma redução no imposto de renda e na contribuição social. “A proposta do governo é que as empresas comecem a pensar na estruturação, na implantação e na formação de departamentos de Inovação Tecnológica”, afirmou Marques. “O nosso principal objetivo é trazer as empresas instrumentos de fomento e capacitação de recursos para inovação”.
Outro palestrante que fez parte da Jornada foi o Rodrigo Weber, gerente executivo do IEL Paraná (Instituto Euvaldo Lodi), ele debateu sobre o trabalho do IEL com a inovação. De acordo com Weber, por meio da interação indústria e universidade o IEL busca ações voltadas para criar um ambiente que propicie e estimule a inovação. “Existem duas abordagens a serem trabalhadas, uma é trabalhar com inovação e empreendedorismo para gerar a cultura da inovação na indústria – a outra abordagem é para questão da inteligência competitiva e fomento a inovação”, explicou Weber.
A jornada se estendeu com um TalkShow (programa de entrevistas com jazz) e em seguida foi a entrega do Prêmio Destaque Tecnológico Banco do Brasil. Foram premiadas cinco categorias, a Empresarial, a de Pesquisa, de Software, de Incentivo e a Especial. Para Rodrigo Weber um prêmio como este e a própria ADETEC são ferramentas fundamentais e essenciais para a desmistificação da inovação. “Tem um mito por trás da inovação, as empresas não entendem e pensam que é algo muito longe”, declarou o gerente do IEL. “O prêmio ajuda os empresários perceberem que tem oportunidades, ainda mais com esses exemplos de casos de sucesso”.
Os premiados
Carlos Henrique Kasuya proprietário da Softcenter Sistemas, não escondeu a alegria de receber o troféu que sua empresa recebeu na categoria de Software. A Softcenter que atua há 22 anos no mercado nacional e internacional, desenvolve produtos inovadores para área de Logística e Transporte de Cargas. Segundo Kazuya o prêmio trouxe motivação para seus funcionários, além de um reconhecimento e incentivo para que continuem investindo em tecnologia e inovação. “Antes eu via a inovação apenas como um diferencial, hoje eu noto que é um sinônimo de sobrevivência”, avaliou Kazoya.
A empresa Identech foi merecedora do prêmio Destaque Empresarial, graças ao seu compromisso com a inovação. De acordo com Douglas Swain Conselvan, sócio diretor da Identech, a empresa fabrica produtos eletrônicos e desenvolve soluções inovadoras que agregam aos clientes segurança e economia. “Todos os produtos que comercializamos são de desenvolvimentos próprios e ainda temos investimentos constantes em ampliação de novas tecnologias”, afirmou Conselvan.
Os empresários Conselvan e Kazuya seguem na mesma visão - uma empresa do seguimento de tecnologia não consegue sobreviver se não for com produtos inovadores. “A Identech tem como foco a inovação e produtos inovadores que solucionem problemas que os nossos consumidores têm”, considerou o empresário. Para ele o Prêmio Destaque é um prestígio de todo trabalho que a Identech desenvolveu ao longo dos 16 anos de empresa dentro do município de Londrina, e ainda significa reconhecimento na cidade e região, isso porque a empresa era mais conhecida fora da cidade.
Para que haja Inovação Tecnológica as empresas, as instituições e os pesquisadores precisam de incentivo e o prêmio desta categoria de incentivo foi para o SEBRAE/ Escritório Regional de Londrina, devido a sua atuação em prol do desenvolvimento das micro e pequenas empresas da região. O gerente do Sebrae da Regional Norte, Heverson Feliciano agradeceu o prêmio junto com seus parceiros. “Este prêmio é dividido com todos os parceiros do Sebrae que trabalham juntos em prol do desenvolvimento tecnológico de Londrina e região”, destacou Feliciano.
Os pesquisadores em grupos ou individuais também contribuem na ampliação da cultura da Ciência, Tecnologia e Inovação. Esse é o caso do Ph.D. Yeshwant R. Mehta, pesquisador aposentado do Iapar que recebeu o prêmio Destaque na categoria Pesquisa. Ele atua na área de Fitopatologia (doenças das plantas), o seu principal trabalho é o estabelecimento de um sistema de manejo integrado de doenças, ou seja, buscar medidas de controle que sejam mais econômicas para não depender exclusivamente dos agrotóxicos. “Meu trabalho no Iapar antes era com o trigo, mas agora eu comecei a trabalhar com algodão também”, avisou Mehta.
E para o Museu de Ciência e Tecnologia de Londrina, que é um órgão suplementar da UEL - Universidade Estadual de Londrina foi o prêmio especial. De acordo com o coordenador geral do Museu, Sérgio de Melo Arruda o principal objetivo é fazer a divulgação e disseminação de conceitos de Ciência e Tecnologia aos alunos do ensino fundamental e médio, não só de Londrina como de todo o Paraná. “Um prêmio como este é muito importante para que as pessoas entendam nosso trabalho, porque nós ficamos muito internos na universidade”, observou Arruda.
Texto: Silvana Cristina
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